Alta do diesel chega aos postos de São Paulo e Rio após reajuste da Petrobras

No Rio, a reportagem circulou por oito postos na Avenida Brasil, na Zona Norte. Em sete deles, o diesel aumentou. Em dois estabelecimentos, o reajuste foi de R$ 1, 00 entre quinta (12) e esse sábado (14). No posto mais caro, o combustível custava R$ 7,59.
O caminhoneiro Gustavo Chaves teve que fazer uma busca pelo preço menor:
“Óleo diesel. E a gente tem que estar procurando questão de valor. Não tem como você… não tem preço tabelado, entendeu? Então, hoje está difícil, está muito difícil. Eu estou correndo atrás de preço, hoje correndo atrás de preço. Porque não tem tabela, entendeu? Então fica… você tem que estar correndo atrás do mais barato.”
Já na Zona Sul de São Paulo, o preço do óleo diesel variava entre R$ 6,49 e R$ 7,49. O aumento foi entre R$ 0,70 centavos e um real nos postos.
O carreteiro Fernando Salles trabalha com entregas e mudanças e explicou que vai precisar repassar o custo aos clientes:
“A gente vai ter que mudar e aumentar o preço do frete. Porque tem que colocar o valor do diesel em cima do frete, senão a gente não ganha. Eu estava pagando aí na bomba, estava na média de R$ 5,70, R$ 5,90, dependendo do lugar que a gente abastecia. Agora já está quase R$ 7,00. Onde eu abastecia R$ 6,70, eu passei lá hoje e estava R$ 7,27.”
O gerente de um posto, Marcos Lima, disse que o movimento não diminuiu, mas que os clientes estão reclamando.
“A gente teve um aumento que foi repassado pela Petrobras. Aí a gente aumentou hoje, inclusive, quando chegou. Ainda a gente não sofreu esse impacto do movimento. Querendo ou não, as pessoas precisam abastecer também. Então, reclamar todo mundo reclama, não tem jeito. Quando tem aumento, é natural isso daí.”
Nas contas da Petrobras, o reajuste efetivo para as distribuidoras ficaria em torno de R$ 0,06 centavos o litro do diesel. Isso porque, na quinta (12), o governo federal anunciou a desoneração de PIS/Cofins sobre o combustível, além da subvenção a produtores, para minimizar os efeitos da disparada do petróleo em meio à guerra no Irã.
Em pelo menos três postos do Rio de Janeiro, houve aumento até da gasolina, entre R$ 0,30 e R$ 0,70 centavos do litro. Mas não houve qualquer reajuste do preço do combustível nas refinarias da Petrobras nas últimas semanas.
Na sexta (13), a presidente da petroleira, Magda Chambriard, havia demonstrado preocupação com o movimento especulativo.








