março 28, 2026

Tebet se filia ao PSB para disputar Senado em SP e defende que Alckmin siga como vice de Lula


A ministra do Planejamento, Simone Tebet, se filiou nesta sexta-feira ao PSB, mesmo partido do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Tebet deixa o MDB após quase 30 anos no partido para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo, na chapa encabeçada por Fernando Haddad, do PT, na disputa ao governo do estado.

A segunda vaga na chapa que apoia a reeleição do presidente Lula continua em aberto. Além da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, um dos nomes ventilados é o de Geraldo Alckmin.

Nesta sexta, ele confirmou que deixa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na semana que vem. Mas deixou o futuro político em aberto e afirmou que segue como vice até o final do mandato de Lula.

Questionada, Tebet disse que prefere a manutenção da chapa que venceu a eleição presidencial em 2022:

“Eu defendo hoje que o vice-presidente continue, porque em time que está ganhando não se mexe, na vaga de candidato a vice-presidente ao lado do presidente Lula”.

Questionada sobre quem ficaria com a segunda vaga ao Senado, preferiu não citar nomes. Disse apenas que, cada voto que pedir, irá pedir ao companheiro ou companheira de chapa.

Simone Tebet se filiou ao PSB em cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Na cerimônia, a ministra, que fez carreira como senadora pelo Mato Grosso do Sul, falou das raízes que a família possui no interior de São Paulo. E comentou a tendência mais conservadora das cidades do interior:

“Todo mundo que assinou minha ficha sabe. Eu tenho uma ligação interior de São Paulo por conta do agronegócio. Minha família é do agronegócio, seja na área da cana, da soja, do eucalipto. Mas tenho uma visão progressista em relação aos direitos humanos e não abro mão disso. Eu sou mais liberal na economia, então talvez esse balanço, esse equilíbrio, possa ajudar.”

Simone Tebet ainda rebateu críticas do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, do MDB, ao chamar a ministra de “fantoche de Lula” ao aceitar o convite do presidente para se candidatar ao Senado por São Paulo.

Tebet disse que “está para nascer” o homem que fará dela uma marionete. E afirmou que o prefeito de São Paulo, que está no ex-partido de Tebet, foi “absolutamente deselegante”.

Do lado bolsonarista, o único nome apresentado até agora para a disputa ao Senado por São Paulo foi o do ex-secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, do Progressistas

Parte da oposição ao governo federal avalia que um nome menos identificado com o bolsonarismo pode ampliar o alcance da chapa, especialmente entre eleitores que não se declaram alinhados ao ex-presidente.



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