abril 13, 2026

Articulações em torno da escolha de próximo presidente da Alerj movimentam bastidores


As articulações em torno da escolha do próximo presidente da Assembleia Legislativa do Rio movimentam os bastidores da Casa, às vésperas da homologação da retotalização de votos, marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral para a próxima terça-feira. Aliados do ex-prefeito Eduardo Paes, do PSD, buscam unidade com partidos de centro e esquerda, enquanto o PL mantém como principal nome o deputado Douglas Ruas.

O foco do PSD é fazer uma aliança com o PSOL para alcançar os 36 votos necessários para eleger o presidente da Alerj. A sigla já saiu fortalecida da janela partidária, passando de seis para dez deputados. Mas o PSOL tem adotado um tom mais duro nas negociações e condicionado o apoio a uma frente mais ampla, com um nome que defenda o presidente Lula como candidato do bloco.

O racha ficou ainda mais nítido quando o partido do ex-prefeito do Rio sinalizou a possibilidade de apoiar para o comando da Alerj o recém-filiado André Corrêa, ou Rosenverg Reis, do MDB. Ele é irmão de Jane Reis, que compõe a chapa de Paes para as eleições de outubro.

À direita, Douglas Ruas ainda é o nome forte do PL. O parlamentar chegou a ser eleito presidente da Alerj em março, em votação que foi anulada pela Justiça. Ele é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson, e conta com o apoio do ex-governador do estado, Cláudio Castro. Bacharel em Direito, inspetor da Polícia Civil do Rio e ex-secretário estadual de Cidadas, Ruas recebeu quase 176 mil votos como deputado estadual em 2022.

Apesar do favoritismo, o PL não descarta o lançamento de Guilherme Delaroli, presidente interino da Casa, na tese da “continuidade administrativa”. A avaliação é que, como Delaroli já está à frente do Legislativo desde o afastamento de Rodrigo Bacellar, a medida poderia evitar rupturas na condução da Alerj e abriria espaço para que Douglas Ruas se dedique à campanha de outubro.



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