Dario Durigan apresenta a Lula proposta de renegociação de dívidas; descontos podem chegar a 90%

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou nesta terça-feira (28), ao presidente Lula, no Palácio do Planalto, a proposta do novo programa de renegociação de dívidas, voltado para os brasileiros inadimplentes.
Com a intenção de melhorar a avaliação popular, o governo prepara o pacote de medidas, que deve ser lançado oficialmente antes do feriado de 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Foram cerca de duas horas e meia de reunião. Participaram também o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.
Segundo a colunista Miriam Leitão, o foco da equipe econômica é atingir um montante de até R$ 100 bilhões em débitos atrasados. Desse total, metade corresponde apenas a dívidas no rotativo do cartão de crédito. O programa também vai abranger o cheque especial e o Crédito Direto ao Consumidor (CDC).
Pelas regras discutidas, quem tem dívidas vencidas há pelo menos três meses e até dois anos poderá ter descontos que variam de 40% a 90% do valor total. O saldo que sobrar depois do desconto poderá ser parcelado em até quatro anos, com taxas de juros mais baixas.
Para que os bancos aceitem as condições, o governo vai oferecer garantias por meio do Fundo Garantidor de Operações.
Depois de se reunir com a Febraban e outros representantes do sistema financeiro, o ministro da Fazenda, confirmou nesta segunda-feira (27) também que saldo do FGTS também poderá ser utilizado, mas apenas para abater as dívidas.
Durigan voltou a dizer que o governo quer restringir as apostas online aos endividados, para evitar novos problemas nesse sentido. Ele disse que as instituições financeiras também apoiam esse ponto e elogiaram muito a medida anunciada na semana passada, quando o governo bloqueou 27 sites de apostas de predição, que fazem previsões on-line de jogos esportivos, política, eleições, e temas sociais, culturais ou de entretenimento.



