Subprocurador pede que TCU investigue financiamento de filme sobre Bolsonaro

O Tribunal de Contas da União pode investigar possíveis irregularidades no financiamento do filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi feito pelo subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado. Ele alega que houve utilização indireta de dinheiro público, investimentos ligados ao Banco Master e suposta ocultação da origem dos recursos aportados no longa-metragem.
O subprocurador apontou as contradições entre declarações do senador Flávio Bolsonaro e dos produtores do filme, que negaram ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal já investiga se parte dos R$ 61 milhões transferidos a um fundo nos Estados Unidos foi desviada para pagar despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro.
Documentos revelados pelo site Intercept Brasil mostram que o contrato, assinado no início de 2024 com a produtora norte-americana Go Up, também dava a Eduardo poderes sobre a definição de orçamento, gestão financeira e estratégias de financiamento.
Nessa sexta-feira (15), o ex-deputado admitiu ter assinado como produtor-executivo do filme. A declaração contradiz a versão anterior do político, que afirmava ter apenas cedido direitos de imagem. No contrato, o ex-deputado aparece como produtor-executivo, ao lado do deputado federal Mario Frias, do PL, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro.
O ex-deputado afirmou ter deixado a posição de produtor-executivo quando o dinheiro do filme passou a ser direcionado para o fundo administrado pelo advogado dele. O deputado cassado Eduardo Bolsonaro disse que já recebeu de volta os US$ 50 mil que havia investido inicialmente no filme e negou ter usado dinheiro destinado à obra por Daniel Vorcaro.



