Polícia conclui laudo de perícia de explosão no Jaguaré; inquérito deve ser colocado em sigilo

Os investigadores informaram à reportagem da CBN que o documento conta com mais de 600 páginas e que um dos próximos passos da apuração é colocar o inquérito em sigilo. Até o momento, cerca de dez pessoas ligadas às empresas envolvidas foram ouvidas pela polícia. Os investigadores ainda querem ouvir vítimas e familiares de vítimas, mas ainda não as localizaram.
Moradores atingidos seguem sem respostas definitivas para os danos e prejuízos que sofreram. Famílias seguem morando em hotéis, mesmo com as casas liberadas para retorno, por se sentirem inseguras.
Na terça-feira (9), o Ministério Público também instaurou outro inquérito para apurar as condições em que a Sabesp e a Comgás têm prestado seus serviços no estado de São Paulo. Nesse documento, o órgão deu prazo de 30 dias para as empresas responderem.
Em nota, a companhia de água e esgoto informou à reportagem da CBN que as famílias que tiveram seus imóveis classificados como “inabitáveis” receberam atendimento individualizado e tiveram suas alternativas habitacionais apresentadas. Até o momento, 44 famílias já tiveram suas soluções habitacionais definidas, segundo a companhia.
Já o governo do estado disse que a explosão resultou no reforço da fiscalização pela agência reguladora e em normas de segurança em obras no subsolo da cidade.



