'Sou a favor de passar a régua e cumprir a lei quem quer que seja', diz Haddad sobre Lulinha

Em entrevista à CBN, jornal O Globo e Valor nas sabatinas dos candidatos ao governo de São Paulo, o candidato do PT, Fernando Haddad, foi questionado sobre se as revelações recentes sobre Lulinha, filho do presidente e candidato á reeleição Lula, poderiam atrapalhar na campanha.
Haddad defendeu que é ‘muito difícil você conseguir blindar ela da ação deletéria de pessoas interessadas em obter vantagens do serviço público’ e que ’em todo lugar vai achar’.
Ele, então, afirmou ser a favor ‘de passar a régua em quem quer que seja, porque tem uma lei, ela tem que ser respeitada’.
‘A pessoa errou, eu não quero saber o partido, a religião, o time de futebol, paga’, declarou.
O candidato declarou que respeita Lula porque afirmou nunca ter visto o presidente ‘mexer um dedo por quem quer que seja’.
‘Pode ser amigo, filho, parente, nunca vi o presidente Lula mexer um dedo, falar uma coisa, dizer, olha, não vamos mexer, nunca vi. A Polícia Federal, 100% de liberdade sempre, o Ministério Público, 100% de liberdade sempre, o discurso dele público sempre, eu não vou passar pano para ninguém, quem tiver que responder, responda, eu respondo pelos meus atos, cada um responde pelos seus atos. Se você achar alguma coisa que está fora de ordem, cumpra a lei e acabou, não tem problema’, completou..
Recentemente, a Polícia Federal encontrou uma mensagem de WhatsApp que mostra que Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu um modelo de contrato para a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. Segundo informações exclusivas publicadas pelo jornal O Globo, o documento previa a contratação por meio de dispensa de licitação.
O material teria sido enviado pela empresária Roberta Lutzinger, investigada pela Polícia Federal e apontada como amiga de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha. Na época, segundo a apuração, ela buscava viabilizar um negócio com o Ministério da Saúde envolvendo medicamentos à base de canabidiol.
Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Reprodução/redes sociais
De acordo com O Globo, Marcola confirmou a interlocutores que recebeu o modelo de contrato, mas afirmou que não encaminhou o documento a qualquer pessoa responsável pelas contratações no Ministério da Saúde. A defesa de Roberta Lutzinger informou que o processo está sob sigilo e, por isso, não se manifestará. A reportagem também buscou contato com a defesa de Marcola, mas não havia obtido resposta até o momento.
A revelação já tem repercussão política e deve ser explorada por adversários do presidente Lula durante a campanha eleitoral. Marcola havia deixado o cargo de chefe de gabinete cerca de um mês e meio atrás para atuar na campanha à reeleição, mas, após a divulgação das informações, também deixou a equipe de campanha.
Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha — Foto: Reprodução



