Smart Sampa ganha aplicativo para leitura de placas e helicóptero com reconhecimento facial

A Prefeitura de São Paulo vai lançar nesta terça-feira (23) o aplicativo Smart Sampa Cidadão, que permitirá aos moradores consultar placas de carros e motocicletas usando a câmera do próprio celular, e um helicóptero equipado com tecnologia de reconhecimento facial e leitura de placas para reforçar o monitoramento da capital. A CBN teve acesso às novidades, que serão apresentadas pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) em evento no Vale do Anhangabaú.
O Smart Sampa Cidadão estará disponível gratuitamente para sistemas Android e iOS e será conectado à central de monitoramento do Smart Sampa. Caso o veículo consultado tenha alguma restrição, a ocorrência será encaminhada automaticamente para análise da central, que poderá acionar equipes da Guarda Civil Metropolitana.
A ferramenta será restrita à leitura de placas, sem reconhecimento facial. A expectativa é que possa ser utilizada tanto em situações consideradas suspeitas quanto em consultas feitas por cidadãos, como em negociações de compra e venda de veículos.
A segunda novidade é o Helicóptero Smart Sampa. O equipamento contará com uma câmera de alta precisão capaz de realizar leitura de placas, reconhecimento facial de suspeitos e monitoramento de áreas por meio de tecnologia de imagem. Segundo a prefeitura, o sistema terá alcance de até 40 quilômetros.
A aeronave deverá ser utilizada em regiões consideradas estratégicas pela inteligência municipal. Após a conclusão da fase de testes, a prefeitura pretende formalizar o contrato com a empresa responsável pela operação. A previsão é de que o helicóptero voe cerca de 100 horas por mês.
As novas ferramentas reforçam o Smart Sampa, principal vitrine da gestão Ricardo Nunes na área de segurança pública. O programa já foi citado pelo pré-candidato à Presidência da República e aliado do prefeito Flávio Bolsonaro (PL) como uma das experiências que podem servir de base para propostas nacionais na área.
Nos bastidores, a avaliação é de que a expansão do sistema também fortalece o capital político de Nunes para uma eventual disputa pelo governo paulista em 2030, ao transformar a iniciativa em uma referência que pode ser replicada em outras cidades do país.



