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Flávio Bolsonaro afirma que decisões do STF geram insegurança jurídica no país

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junho 23, 2026
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Flávio Bolsonaro afirma que decisões do STF geram insegurança jurídica no país


O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília. Em discurso para empresários, ele comparou a Corte a uma delegacia de polícia e afirmou que há insegurança jurídica no país provocada, segundo ele, por decisões do tribunal.

Flávio disse que não faz ataques às instituições, mas criticou o que chamou de “canetadas” do Supremo, sem citar diretamente nenhum ministro.

O senador também afirmou que a eleição presidencial deste ano terá importância especial porque o próximo presidente poderá indicar quatro ministros para o STF. Ao final da fala, defendeu uma Suprema Corte que, segundo ele, volte a atuar de forma estritamente constitucional.

O pré-candidato ainda criticou a reforma tributária aprovada durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu a suspensão da regulamentação da medida. Além disso, afirmou que pretende promover uma ampla revisão de portarias e decretos editados pela atual gestão federal, caso seja eleito.

Em aceno ao setor produtivo, Flávio Bolsonaro prometeu reduzir a burocracia para obtenção de licenças ambientais e criar um ambiente mais favorável aos investimentos privados.

O evento da CNI reuniu três pré-candidatos à Presidência. Além de Flávio Bolsonaro, participaram o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Em sua participação, Zema defendeu uma nova reforma da Previdência. Segundo ele, o aumento da expectativa de vida da população e o crescimento das despesas públicas tornam necessária uma revisão das regras previdenciárias para garantir o equilíbrio das contas do país.

O ex-governador também afirmou que pretende combater o que classificou como uma “gastança exagerada” do governo federal. Caso seja eleito, disse que promoverá uma reforma administrativa e revisará as regras para concessão de benefícios sociais.

Já Caiado concentrou seu discurso na economia. O pré-candidato afirmou que o atual nível da taxa de juros compromete a competitividade do país. Segundo ele, os juros elevados dificultam a atividade econômica e prejudicam as empresas brasileiras.

O ex-governador de Goiás também criticou o que chamou de “custo Brasil” e “custo PT”, afirmando que o setor produtivo enfrenta um cenário de forte estrangulamento econômico.

Durante a fala, Caiado ainda defendeu o respeito ao resultado das eleições e afirmou que a vontade expressa nas urnas deve ser considerada soberana.



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