Flávio Bolsonaro minimiza falta de alianças nacionais: 'Temos 22 palanques 100% fechados'

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, minimizou nesta terça-feira (4) a dificuldade para formalizar alianças nacionais e afirmou que a campanha já conta com o apoio de importantes lideranças políticas, mesmo sem a adesão oficial de alguns partidos.
Flávio citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, os senadores Cleitinho e Damares Alves, e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, do Republicanos, além do candidato ao Senado por São Paulo Guilherme Derrite e a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina, do PP. Os dois partidos já anunciaram neutralidade para a disputa presidencial.
Em participação de uma sabatina promovida pelo G4 em parceria com O Antagonista, o senador admitiu que a decisão pode ficar para o dia 15, data limite para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
“O que está acontecendo, na prática, é isso: seja Republicanos, Progressistas, Avante ou União Brasil, eles, apesar de não estarem conosco nessa composição nacional, para mim, eu busquei isso, estou tentando até o último minuto que eu puder. Eu vou tentar porque isso me dá tempo de televisão. Acho que é importante poder comunicar, são mais inserções para construir melhor o nosso projeto e ficar mais fácil para a população entender quais são as nossas propostas para o Brasil. Mas, em praticamente todos os estados, nós estamos com palanques montados com esses partidos. Nós temos 22 palanques já 100% fechados. Então, essa questão de não haver formalização nacional, é óbvio que eu gostaria de ter, mas, se não tiver também, as principais pessoas desses partidos vão caminhar conosco e vão nos ajudar a resgatar o Brasil.”
Apesar de a decisão do Republicanos eliminar as chances de Daniella Marques ocupar a vaga de vice, Flávio voltou a elogiá-la publicamente e indicou que a economista seguirá como uma das principais integrantes da campanha, como a CBN mostrou. Nos bastidores, o entendimento é de que ela é um dos principais nomes para ajudar Flávio a ampliar o diálogo com o eleitorado feminino.
“A Dani Marques, que está na plateia, é uma pessoa que eu gostaria muito que fosse minha vice, né? É a primeira vez que eu falo abertamente de público aqui. Obviamente que, nas nossas tratativas com o Republicanos, eu já deixei isso bastante claro, porque eu penso que tem que ser alguém que passe uma mensagem positiva, que agregue e a Dani têm sido fantásticas, foram fantásticas durante o governo do presidente Bolsonaro. É alguém que reúne diversas qualidades, muito além da economia. É uma pessoa que ela se encaixa ali em qualquer lugar, seja em mobilidade social, seja em economia, seja em relacionamento com o Congresso, seja na organização de ministérios. No caso, ela é uma pessoa que certamente vai estar do meu lado.”
Apesar das articulações da campanha, nos bastidores interlocutores do senador admitem que uma reversão das decisões do Republicanos e do PP é considerada praticamente impossível. A última aposta do PL para ampliar a coligação é o Podemos, presidido pela deputada Renata Abreu. A expectativa da campanha é de que o partido anuncie a posição ainda hoje.



