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Júri de Jairinho e Monique Medeiros entra no 7º dia com depoimento de ex-babá de Henry Borel

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junho 1, 2026
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Júri de Jairinho e Monique Medeiros entra no 7º dia com depoimento de ex-babá de Henry Borel


A sessão do julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros vai ser retomada neste domingo com a expectativa do depoimento de Thayná Ferreira, ex-babá de Henry Borel. Ela deve ser a primeira testemunha ouvida neste sétimo dia de júri.

Thayná é uma das testemunhas mais aguardadas porque trabalhava no apartamento onde Henry vivia com a mãe e o então padrasto. Nas investigações, mensagens atribuídas a ela foram usadas para sustentar que Monique teria sido alertada sobre agressões sofridas pelo menino antes da morte.

Ontem, o principal depoimento foi o de Bryan Medeiros, irmão de Monique. Ele afirmou que a irmã teria sido orientada a mentir no primeiro depoimento à polícia e atribuiu a construção dessa versão a um advogado ligado à defesa de Jairinho. Bryan também disse que nunca percebeu sinais de agressão no corpo de Henry.

A defesa de Monique tenta sustentar que ela vivia uma relação abusiva com o ex-vereador e que foi manipulada após a morte do filho.

Já a defesa de Jairinho tenta contestar os laudos e as testemunhas da acusação.

Até agora, 14 testemunhas já foram ouvidas. Entre os depoimentos mais importantes estão os de peritos, policiais, profissionais de saúde, ex-namoradas de Jairinho e pessoas que conviveram com Henry, Monique e o ex-vereador.

Na sexta-feira, o pai de Henry, Leniel Borel, prestou um dos depoimentos mais aguardados do julgamento.

Ele falou por várias horas, se emocionou e afirmou que começou a desconfiar da versão apresentada por Jairinho e Monique ainda no hospital.

Nos próximos dias, o júri ainda deve ouvir outras testemunhas antes dos interrogatórios dos réus.

Depois disso, vêm os debates entre acusação e defesas. Só então os sete jurados vão decidir se Jairinho e Monique serão absolvidos ou condenados.

Henry tinha quatro anos quando morreu, em março de 2021, depois de ser levado a um hospital na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

A acusação sustenta que ele foi agredido dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o então padrasto. Os réus negam participação no crime.



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