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Campanha traça estratégias para evitar que o caso envolvendo filho de Lula gere prejuízo nas urnas para o petista

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agosto 19, 2026
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Campanha traça estratégias para evitar que o caso envolvendo filho de Lula gere prejuízo nas urnas para o petista


Diante de mais revelações envolvendo a lobista Roberta Luchsinger e a relação pessoal com o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; a campanha do petista à reeleição acompanha com preocupação os impactos políticos e traça estratégias para evitar que o caso gere prejuízo nas urnas. Segundo fontes à CBN, a primeira reação do núcleo da campanha tem sido manter distanciamento da crise. No entanto, aliados dizem que Lula, em público, vai voltar a afirmar que não poupará o filho caso as irregularidades sejam comprovadas.

Nesta quarta-feira (19), O Globo trouxe informações de que Lulinha se hospedava com frequência na mansão alugada por Roberta Luchsinger por 28 mil reais mensais, no Lago Sul, em Brasília, para reuniões discretas. A casa está abandonada desde dezembro do ano passado, quando a empresária foi alvo da operação Sem Desconto da Polícia Federal que investiga desvios no INSS.

Nessa terça-feira (18), veio à tona que Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, recebeu por mensagem um modelo de contrato da lobista para vender medicamentos à base de canabidiol sem licitação ao Ministério da Saúde. Marcola teria confirmado a interlocutores que recebeu o material, mas disse que não o encaminhou para nenhuma fonte do governo.

Segundo a PF, Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que está preso, para tentar viabilizar a venda de canabidiol para o SUS.

A defesa de Lulinha disse à CBN que ele sabia dos interesses de Roberta de atuar na área de canabidiol, o que é considerado legítimo. E que o cliente quer a elucidação dos fatos contra a honra dele visto “com o objetivo político eleitoral”. Marco Aurélio de Carvalho negou tráfico de influência do filho do presidente e lembrou que colocou há mais de seis meses Fábio a disposição da PF. Ele é investigado em três inquéritos por esse motivo no STF.

Na sabatina da CBN com O Globo e Valor Econômico, o candidato ao governo de São Paulo pelo PT, o ex-ministro Fernando Haddad defendeu em “passar a régua” em quem quer que seja.

Nos bastidores, fontes do PT afirmam que as denúncias ainda não tiveram impacto significativo nas pesquisas internas do partido e que o presidente mantém a liderança. Para conter os danos, a estratégia traçada é rebater os ataques da oposição focando no senador Flávio Bolsonaro.

O argumento petista é que, ao contrário de Lulinha, Flávio é o candidato à presidência com histórico de investigações na Justiça, como o caso das rachadinhas na Alerj, e mais recente os áudios e encontros pessoais com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, que resultou no recebimento de R$ 61 milhões para supostamente financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.



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