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Ri Happy pede recuperação extrajudicial para renegociar mais de R$ 820 milhões em dívidas

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outubro 19, 2026
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Ri Happy pede recuperação extrajudicial para renegociar mais de R$ 820 milhões em dívidas


O Grupo Ri Happy entrou, ontem, com um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo, para renegociar mais de 820 milhões de reais em dívidas.

Do total de créditos incluídos no plano de renegociação, 42,38% dos credores já aderiram ao acordo, representando quase 309 milhões da dívida.

O grupo atribuiu as dificuldades financeiras a uma combinação de diversos fatores, entre eles: efeitos da pandemia; o aumento dos juros; a queda nas vendas do varejo; e concorrência de plataformas estrangeiras de comércio eletrônico.

Outro ponto citado no documento foi a frustrada renegociação de dívidas bancárias realizada em 2023. O grupo havia renegociado cerca 292 milhões de reais com bancos, mas, a recuperação econômica não se concretizou.

A Ri Happy foi fundada em 1988, em São Paulo e em 2012 foi adquirida pelo fundo Carlyle Group, que também comprou a PBKids.

No fim de agosto deste ano, as seis empresas do grupo foram adquiridas pela BluSun Capital Partners, uma companhia brasileira de capital fechado.

Em nota, o Grupo Ri Happy afirmou que a recuperação extrajudicial faz parte de um plano de reestruturação financeira e operacional iniciado após a última aquisição.

Segundo a companhia, o objetivo é reorganizar o pagamento das dívidas e garantir a continuidade do negócio a longo prazo.

O grupo também realizou ajustes nas equipes corporativas e prepara uma mudança de sede, além de melhorias no desempenho das lojas físicas e dos canais digitais, que continuam funcionando normalmente, e, segundo a empresa, concentradas na preparação para a Black Friday e o Natal.

O Grupo Ri Happy tem mais de dois mil e 600 funcionários e cerca de 292 lojas em operação no Brasil.

A Ri Happy é a segunda empresa do setor de brinquedos a recorrer à Justiça para reorganizar dívidas neste ano. Em agosto, a fabricante Estrela, conhecida por produtos como Banco Imobiliário, Autorama, a boneca Susi, entre outros, protocolou um plano de recuperação judicial à Justiça de Minas Gerais.



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