Trump diz que não vai se envolver na situação de Flávio Bolsonaro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta quarta-feira (28) a chegada do senador Flávio Bolsonaro e de sua família ao país.
Segundo Trump, o governo americano autorizou a entrada do senador, mas não pretende se envolver na situação. O presidente também classificou a eleição no Brasil como “muito estranha” e afirmou que, em sua avaliação, Flávio Bolsonaro e seus aliados foram tratados de forma injusta.
“ Nós lhe demos permissão para entrar no país, então vamos ver — mas eu não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha… Eu pensei que eles foram tratados de forma muito injusta e eu não tomei uma posição na eleição, como você sabe, mas quando eu vejo algo que é inadequado, eu levanto o assunto”, declarou Trump.
Flávio Bolsonaro e familiares chegam em Miami, nos EUA
Flávio Bolsonaro e familiares chegando nos Estados Unidos. — Foto: RICARDO ARDUENGO/AFP
O avião com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e familiares pousou nesta quarta-feira (28) às 10h24, no horário de Brasília, no Aeroporto Miami-Opa Locka Executive Airport, em Miami, nos Estados Unidos, segundo informações do Flight Radar. O jatinho da empresa Baires Fly saiu diretamente de Iguazú, na Argentina, e fez uma parada em Guayaquil, no Equador.
O governo argentino confirmou de madrugada que o parlamentar entrou no país nessa terça à noite (27), por via terrestre, acompanhado da mulher e das duas filhas.
Ele chegou a ser o voo mais acompanhado no mundo no site, com mais de 65 mil pessoas.
Segundo a Direção Nacional de Migrações, a família atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, às dez e cinquenta da noite.
A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que Flávio e os familiares apresentaram documentação válida para a viagem e não tinham nenhum impedimento legal para entrar no país.
Em nova versão de carta golpista, Flávio Bolsonaro recua e diz ser ‘líder do Brasil’ e não ‘presidente eleito’
Em teor golpista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou pela primeira vez após deixar o Brasil e disse que se considera o “líder do Brasil”. Na versão inicial da carta, ele afirmou que era o “verdadeiro presidente eleito” e chegou a usar o brasão da República Velha, de 1889, onde era escrito “Estados Unidos do Brasil”.
No texto, ele falou em perseguição e fraude nas urnas. E disse que “saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros”. Ele repetiu a mesma tática de Juán Guaidó, se autoproclamou presidente da Venezuela no exterior.
Flávio ainda agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo acolhimento após a fuga do Brasil.



