Irã anuncia fechamento parcial do Estreito de Ormuz para a realização de exercícios militares

O Irã anunciou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz para a realização de exercícios militares na região. O trecho é uma das mais importantes rotas marítimas de transporte de petróleo e gás do mundo. A medida, comunicada na TV estatal iraniana, ocorre em meio às negociações com os Estados Unidos, em Genebra, sobre o programa nuclear do país.
O governo de Donald Trump exige que um acordo seja firmado para encerrar o enriquecimento de urânio e a produção de armas nucleares pelo regime do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Em troca, o Republicano colocaria fim às sanções à economia iraniana, que enfrenta uma forte crise. Diversos protestos ocorreram no país, nas últimas semanas, por causa da desvalorização da moeda local. No período de um ano, o preço dos alimentos registrou um aumento médio de 72%.
Mais cedo, após o fim da segunda rodada de negociações, o ministro das Relações Exteriores do regime Teerã declarou que as conversas com os representantes do governo norte-americano foram construtivas. Ele disse que foram acordadas as “linhas gerais” para um pacto. As autoridades iranianas, no entanto, informaram que ainda não há uma data para continuar o diálogo.
Enquanto isso, ambos os países aumentaram a presença militar no Estreito de Ormuz. Os EUA anunciaram o envio do porta-aviões USS Gerald Ford, o maior da Marinha americana, em meio às especulações de um possível ataque ao Irã caso as negociações não resultem em um compromisso.
Antes do anúncio do fechamento da região, Khamenei advertiu que as tentativas dos EUA de derrubarem o governo vão fracassar. Ele também afirmou que o país vai sofrer consequências caso decidam atacar a nação persa.
Até o momento, o governo Trump não se pronunciou sobre a percepção das negociações.








