fevereiro 24, 2026

Conselho de Ética da Alesp abre processo contra Lucas Bove por violência política de gênero


O deputado estadual de São Paulo Lucas Bove (PL), vai responder por um processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar contra a deputada Mônica Seixas do Movimento Pretas (PSOL).

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em votação realizada nesta terça-feira (24), aceitou o pedido por unanimidade, com cinco votos. Ao fim do processo, Bove pode ter o mandato cassado. Ele que já é réu por violência doméstica contra a ex-esposa, a influenciadora Cíntia Chagas.

Os parlamentares que votaram pela admissibilidade da representação foram Emidio de Souza (PT), Rafael Saraiva (UNIÃO), Paula da Bancada Feminista (PSOL), Eduardo Nóbrega (Podemos), e o presidente do conselho, o Delegado Olim (PP). Olim nomeou Emídio de Souza como o relator do caso.

Mônica Seixas acusa Bove de violência política de gênero por agressões verbais ocorridas em sessões na Alesp.

Ao pedir a palavra, a parlamentar disse qual a sensação que ela e demais deputadas vivenciam na Assembléia. “O feminicídio, o tapa, o soco, é a fase final de um longo período de agressões. Eu estou contando para os senhores, desde que a gente chegou, a gente está pedindo para o deputado Lucas Boves se afastar da gente, mas ele insiste em se aproximar, ora gritando, ora beijando. Olha que similaridade com a violência contra a mulher em situação doméstica. É isso o nosso cotidiano na Assembleia Legislativa com esses senhores”, descreveu.

Durante a reunião desta terça, outras quatro representações foram analisadas. Três foram arquivadas: a da deputada Paula, que também acusou Bove, pelo mesmo caso de Mônica Seixas; e dois casos em que Bove havia representado contra Paula e Mônica, por quebra de decoro parlamentar.

A última pauta do dia foi uma acusação da deputada Ediane Maria contra os Deputados Lucas Bove e Tenente Coimbra (PL), por quebra de decoro parlamentar. Por três votos a dois, esse caso foi aceito pelo Conselho. Eduardo Nóbrega foi nomeado o relator deste caso.

A par das representações, as parlamentares Mônica e Paula afirmam que Lucas Bove é investigado pelo Ministério Público Federal por violência política de gênero, após elas apresentarem denúncias.



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