'Alívio de curto prazo', diz economista sobre uso do FGTS para pagamento de dívidas

O governo estuda um plano para reduzir o endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 49,9% em fevereiro, segundo dados do Banco Central. Entre as medidas avaliadas pelo Ministério da Fazenda está o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento de dívidas.
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Em entrevista ao Jornal da CBN, o coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, Lauro Gonzalez, avaliou que iniciativas desse tipo tendem a oferecer apenas alívio de curto prazo, sem atacar as causas estruturais do problema.
“Criamos um índice de desconforto de crédito. Nota-se que, no Desenrola 1, de fato, houve um pequeno alívio financeiro: esse índice caiu, o chamado ‘desconforto com o uso de crédito’ recuou um pouco logo após o programa. Provavelmente isso vai acontecer de novo, mas o problema é que são paliativos e não resolvem as causas estruturais do superendividamento.”
Plano para endividamento precisa mudanças na regulação e maior controle do crédito digital
O economista defendeu que o combate ao endividamento exige ações de longo prazo, incluindo mudanças regulatórias no sistema financeiro, ampliação da supervisão do BC sobre o crédito digital e revisão de modalidades consideradas predatórias.
“Nós precisamos pensar no aprimoramento do mercado por meio da modernização da regulação. è É preciso pensar, talvez, em limites de crédito para consumo, como existe limite quando a gente vai comprar, por exemplo, um imóvel. Outra questão muito importante é o aumento da capacidade do Banco Central de supervisionar as operações, sobretudo as operações de crédito digital.”
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