Após furto, MPF apura se Unicamp falhou no controle e fiscalização de material biológico

O Ministério Público Federal instaurou um procedimento para apurar se a Unicamp falhou no controle e fiscalização de material biológico sensível depois do furto de vírus de um laboratório da Universidade, em Campinas, interior de São Paulo. A pesquisadora e professora Soledad Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos, e o marido dela, o veterinário doutorando Michael Miller, são investigados pela Polícia Federal.
Pelo menos 24 cepas diferentes de vírus foram levados do Laboratório de Virologia do Instituto de Biologia para outros laboratórios da Unicamp, incluindo, dengue, chikungunya, zika e o próprio coronavírus humano.
Segundo o Ministério Público Federal, o objetivo desse procedimento é apurar a regularidade do acondicionamento, controle e fiscalização de material biológico sensível no âmbito da instituição, além de uma eventual existência de falhas estruturais ou procedimentais que tenham contribuído para esse desaparecimento das amostras. Em nota, a Unicamp disse que não foi notificada e, assim que receber essa notificação, vai então responder.
De acordo com a Polícia Federal, as amostras de vírus foram recuperadas em prédios da Unicamp, sem indícios de contaminação externa. Soledad responde ao processo em liberdade, enquanto a Unicamp conduz uma sindicança interna e a PF segue apurando a motivação desse furto na Universidade.








