Caso Amarildo: policiais condenados pelo assassinato do ajudante de pedreiro continuam trabalhando na PM

Os dois oficiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro condenados pela sessão de tortura que culminou com a morte do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, em julho de 2013, na Rocinha, vão continuar na corporação.
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio decidiu extinguir o processo administrativo que avaliava a conduta dos oficiais devido à prescrição do caso. Por lei, o procedimento na PM só pode durar até seis anos.
O advogado da família de Amarildo, João Tancredo, lamentou o desfecho do caso.
O major Edson Raimundo dos Santos que era comandante da UPP Rocinha e apontado como o mandante do crime, passou para a reserva e vai seguir recebendo aposentadoria bruta de R$ 26.858 do Estado.
O oficial ainda cumpre, no regime aberto, as penas de 16 anos e três meses pelos crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver e quatro anos por corrupção de testemunhas.
Já o tenente Luiz Felipe de Medeiros, ex-subcomandante da unidade, terminou de cumprir a pena de dez anos e sete meses a que foi condenado e voltou a trabalhar. Ele segue na ativa e bate ponto no Comando de Operações Especiais (COE). Na decisão, os desembargadores reestabeleceram o porte de armas do dois agentes, que havia sido suspenso em 2013.
Procurada pela CBN, a PM não se manifestou. A defesa dos policiais também não respondeu ao contato da reportagem.



