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Caso Gritzbach: Julgamento de PMs acusados de matar delator do PCC começa com depoimento de vítimas

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junho 22, 2026
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Caso Gritzbach: Julgamento de PMs acusados de matar delator do PCC começa com depoimento de vítimas


Começa nesta segunda-feira (22), com os depoimento das testemunhas de acusação, o julgamento dos três policiais militares acusados de executar o empresário Vinícius Lopes Gritzbach, delator do PCC. São eles: Denis Antonio Martins e Ruan Silva Rodrigues, apontados como atiradores, e Fernando Genauro da Silva, descrito como motorista do carro usado no crime.

O primeiro a prestar depoimento foi Willian Souza Santos, que trabalhava no aeroporto há 7 anos e foi baleado na mão. O ponto de maior destaque deste depoimento foi quando a defesa dos réus, que está atuando em conjunto, perguntou se a vítima conhece o réu Fernando Genauro.

William disse que não conhecia o PM e que foi perguntando, nos primeiros depoimentos, se havia negociado um veículo com ele. Por que desta pergunta? Há um termo de declaração, em nome do William, falando sobre essa negociação.

Willian disse que não negociou com Fernando e afirmou que no dia que foi ao DHPP não teve nenhuma informação sobre isso.

Depois foi a vez da segunda vítima, Samara Oliveira, gerente de TI, que estava chegando de uma viagem e foi baleada, de raspão, na região do abdômen. Ambos disseram que não conheciam nenhum dos acusados, nem Vinicius Gritzbach. As duas vítimas pediram pra prestar depoimento sem a presença dos réus

O terceiro depoimento foi o de Simone Novais – esposa de Celso Araújo de Novais, motorista de Uber que morreu no local. Os réus entraram na sala de julgamento a partir dessa testemunha. Esse foi o momento de maior emoção, com a esposa relatando o impacto da perda para a vida dela e dos três filhos do casal, meninos de 5, 15 e 22 anos.

Ela relatou que a última conversa que teve com Celso foi cerca de 40 minutos antes do crime. O marido ligou pra ela e disse que havia conseguido levantar o montante necessário pra pagar uma parcela atrasada do carro da família, e que assim iria voltar pra casa.

A esposa disse que o filho estava com vontade de comer comida japonesa. Aí Celso disse que iria ficar um pouco amais para levantar esse dinheiro. Porém, neste intervalo, o crime aconteceu. A última vez que a família viu Celso foi quando ele estava na UTI.

O perito criminal do caso, Leandro Santos Lopes, presta depoimento no início da tarde. Ele responde perguntas técnicas da acusação, referentes ao procedimento realizado no aeroporto.

Ao todo vão ser ouvidas vinte e uma testemunhas. A previsão é colher o depoimento das 9 testemunhas de acusação nesta segunda-feira. A previsão é de que o julgamento dure cinco dias.



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