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Cleitinho planeja manter candidatura com aval de documento da convenção estadual

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agosto 4, 2026
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Cleitinho planeja manter candidatura com aval de documento da convenção estadual


O senador Cleitinho planeja manter a candidatura ao governo de Minas Gerais usando o documento aprovado na convenção estadual do Republicanos em Minas Gerais, que dá plenos poderes ao diretório estadual, para bancar a candidatura mesmo sem o aval do presidente nacional da legenda, Marcos Pereira.

A informação foi revelada a CBN com aliados de Cleitinho, em uma estratégia para seguir com a candidatura.

Durante a convenção nacional do partido, nesta terça-feira (4), em Brasília, o senador Cleitinho voltou atrás e anunciou que deseja disputar o governo de Minas Gerais. A informação foi antecipada pela CBN.

Cleitinho havia desistido da candidatura ao governo do estado na segunda-feira (3), após uma reunião de cerca de cinco horas, em Brasília, com o presidente nacional do Republicanos e o presidente estadual da legenda, Euclydes Pettersen. A decisão foi anunciada em um vídeo publicado nas redes sociais.

Ao pedir a palavra na convenção, o senador justificou a mudança afirmando que passou por momentos de vulnerabilidade e luto do irmão nas últimas semanas. Segundo o parlamentar, apelos da família, especialmente da mãe e do irmão; e de eleitores o fizeram repensar a decisão de abandonar a disputa.

“Pelo meu pai, pelo meu irmão, pela minha mãe, pelo professor, pela polícia militar, por todos os trabalhadores do Brasil, de Minas Gerais, por todos os caminhoneiros, por toda a enfermagem que existe, por todo o povo mineiro, eu quero ser candidato a governador. E eu peço aqui ao presidente que me dê essa vaga.”

Senador Cleitinho (Republicanos-MG) — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A cúpula do Republicanos, no entanto, fechou as portas para a possibilidade. O presidente nacional do partido afirmou que a convenção não tinha como objetivo discutir questões regionais e criticou as mudanças de posição de Cleitinho em relação à disputa pelo governo de Minas Gerais.

Segundo Marcos Pereira, o senador recebeu sucessivos prazos para tomar uma decisão, mas alternou diferentes vezes entre a intenção de concorrer e a desistência da candidatura.

“Talvez ele não tenha sido candidato de si mesmo. Talvez ele não tenha assumido a liderança. Eu disse para o Cleitinho: a gente não pode brincar com a vida das pessoas. Tem milhares de pessoas no ambiente político e milhões de pessoas.”

O dirigente afirmou que, em diferentes momentos, Cleitinho dizia que seria candidato e depois recuava.

“Hora dizia que era candidato. Hora dizia que não seria candidato. Ele não teve comportamento de candidato.”

Marcos Pereira relatou que o senador chegou a pedir que a definição fosse adiada até o fim da Copa do Mundo. “Negociamos que no dia 20 de julho ele decidiria”, afirmou. Depois, segundo ele, novos prazos foram fixados para 25 de julho, durante a convenção estadual do Republicanos em Minas Gerais; para 27 de julho, por meio de uma carta e de um vídeo que seriam gravados em São Paulo; e para 30 de julho, em São José dos Campos.

Apesar das indefinições, Pereira disse ter articulado apoio à eventual candidatura de Cleitinho junto ao PL e à Federação União Progressista.

“Articulei com o PL e com a Federação União Progressista. Todos disseram que apoiariam, mesmo com essa instabilidade.”



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