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Cristo Redentor terá escadas rolantes substituídas; visitas continuam com capacidade reduzida

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julho 2, 2026
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Cristo Redentor terá escadas rolantes substituídas; visitas continuam com capacidade reduzida


Um dos principais cartões-postais do Brasil, o Cristo Redentor, vai passar por mudanças a partir de agosto, com a troca das quatro escadas rolantes que dão acesso ao monumento. A obra deve durar dez meses, mas a visitação será mantida. A capacidade, no entanto, será reduzida pela metade durante o período.

Os equipamentos do Alto Corcovado começam a ser desligados em 3 de agosto e serão substituídos por modelos mais modernos, com maior durabilidade, menor consumo de energia e capacidade pra transportar até 6 mil pessoas por hora.

Também está prevista a instalação de dois elevadores inclinados pra ampliar a acessibilidade, como explica a chefe do Parque Nacional da Tijuca, Viviane Lasmar.

‘A gente agora, como parte dessas melhorias, vai fazer a modernização das escadas rolantes, com a substituição dos quatro equipamentos que tem por escadas modernas e novas que são adequadas para as intempéries do alto corcovado. E, ao lado dessas escadas, vai ser instalado um elevador inclinado, tipo um plano inclinado, que é para atender as pessoas com baixa mobilidade ou pessoas com deficiências cadeirantes que precisam utilizar esses equipamentos’.

Durante as obras, visitantes sem restrição de mobilidade vão precisar usar a escadaria de pedra.

Já pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção contarão com cadeiras e veículos escaladores pra chegar ao monumento.

A contadora Gabriele Duarte veio de Taubaté com o marido e os dois filhos pequenos. Ela diz que as mudanças não desanimam a família e que pretende voltar ao Cristo mesmo durante as obras.

‘Ajuda muito, né? Claro, mas os meus filhos também já são um pouco maiores, talvez um bebê, enfim. Mas hoje em dia tem muita coisa, canguru, dá pra subir de boa, assim, parado, claro. Que isso ia deixar o passeio um pouco mais cansativo, né? Mas eu acho que já é um cansativo em todo, viajar já é muito, né? Então, enfim, acho que não, acho que eu não adiaria por causa disso, não. Então, ia manter a animação pra vir visitar o Cristo. Mesmo com o perrengue. Amo o Rio, amo. O Cristo, adoro o Rio, né filha?’.

Mas nem todo mundo pensa assim. A aposentada Sueli Aparecida diz que não se sente confortável em usar os equipamentos especiais e prefere esperar o fim da intervenção pra visitar novamente o Cristo.

‘Para a idade da gente, vai ficar um pouco difícil, mas fazer o que? Precisa melhorar, né? A gente vai desistir um pouco de ir ao Rio, visitar outras cidades, porque o Cristo não vai dar para a gente. Igual meu esposo tem bronquite, ele não aguenta subir escadas. E ali já é um conforto para a gente’.

A modernização foi anunciada pouco mais de um ano após a morte do turista Jorge Alex Duarte, que sofreu um mal súbito no monumento. O caso reacendeu o debate sobre acessibilidade e sobre a estrutura de atendimento em um dos principais pontos turísticos do país.



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