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Fachin avalia internamente o que fazer para conter crise no STF entre Moraes e André Mendonça

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setembro 6, 2026
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Fachin avalia internamente o que fazer para conter crise no STF entre Moraes e André Mendonça


O presidente do STF, Edson Fachin, tem avaliado as possibilidades do que fazer para conter a crise que se instalou diante do embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Um dos caminhos prováveis é deixar a investigação que mira ministros no guarda-chuva da presidência para justamente preservar a institucionalidade.

Com isso, todo o processo que cita não só Alexandre de Moraes, mas também Dias Toffoli sairia do escopo do inquérito que apura a fraude no Banco Master e passaria a ter como relator o presidente do Supremo: uma forma de Fachin evitar futuros confrontos diretos entre ministros, como ocorreu com Moraes e Mendonça, e pacificar o ambiente.

Outra possibilidade é a de levar a discussão sobre a crise ao plenário em vez de tomar qualquer decisão individual. Por isso, Fachin tem conversado informalmente com outros ministros. A análise é de que o momento exige uma posição institucional e o caminho passa por uma resposta conjunta de todos.

Um terceiro caminho que chegou a ser levantado é a de que Fachin possa assumir a relatoria do caso Master, o que exige também uma análise do plenário. Só que, ao fazer isso, André Mendonça seria retirado da relatoria, e, nos bastidores, a análise é de que Fachin tem uma postura institucional para adotar essa medida que poderia ser encarada como uma “canetada”. Para o processo ser redistribuído, o próprio relator teria que renunciar, o que Mendonça não indica fazer.

Diante da crise, Mendonça gravou um vídeo em que agradece às “preces a Deus” de apoiadores.

Já a Procuradoria-Geral da República abriu um procedimento para apurar se houve influência ou interferência na produção do relatório da Polícia Federal que traz as conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

O documento também faz referências ao procurador-geral, Paulo Gonet. A PGR comunicou a Fachin a abertura da investigação por meio de um procedimento interno e informa que o resultado vai ser encaminhado ao STF.



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