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Final da Copa reúne torcedores de Argentina e Espanha em BH com festa, gastronomia e tradições culturais

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julho 19, 2026
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Final da Copa reúne torcedores de Argentina e Espanha em BH com festa, gastronomia e tradições culturais


Empanadas com cerveja ou paella com sangria? Torcedores vão se dividir em pontos de encontro de argentinos e espanhóis em Belo Horizonte para assistir à final da Copa do Mundo e celebrar, também, um pouco da cultura dos dois países.

Um restaurante na região oeste da capital mineira vai abrir especialmente para receber quem vai torcer para a Argentina. Segundo o proprietário, Gastón Almada, o restaurante é pequeno e familiar, mas durante a copa, muitos novos frequentadores surgiram. Ele disse que ficou admirado com a quantidade de brasileiros torcendo para os hermanos.

Um dos torcedores mais esperançosos é o argentino naturalizado brasileiro, Jean Piter. Ele conta que nasceu no país vizinho, mas veio com a família para o Brasil quando tinha sete anos de idade. Nem por isso, perdeu a conexão com a Argentina e com o ídolo, o atacante Messi.

Jean fez uma promessa caso a seleção vença: voltará à cidade natal, Buenos Aires, para agradecer.

‘Tem muito tempo que eu não vou a Buenos Aires. Já tem uns 15 anos que eu não vou lá. Então se a Argentina ganhar, a minha prioridade será viajar para a Argentina e chegando em Buenos Aires, o primeiro lugar que eu vou vai ser a Basílica Maria Auxiliadora, que é a basílica onde o Papa Francisco foi batizado para poder fazer uma prece de agradecimento’.

Do outro lado, os espanhóis radicados em Belo Horizonte e os descendentes vão assistir o jogo no Grêmio Espanhol, um clube recreativo com sede na região da Pampulha.

O local foi criado pelos primeiros espanhóis a chegarem na capital mineira como um recanto para a preservação da cultura, gastronomia e da língua. A expectativa é que, neste domingo, as famílias se reúnam no clube para torcer pela Espanha e festejar os costumes do país, conforme explica o diretor do Grêmio, Leonardo Pumarega.

‘Para a gente é um momento muito especial no sentido de confraternizarmos, de relembrarmos a cultura, as comidas, as danças na nossa região, que é a Galícia. Embora o povo conheça a Espanha pela dança flamenca, lá naquela região onde meu avô nasceu, eles também têm uma dança típica, instrumentos musicais específicos para difundir a cultura, difundir a alegria entre eles. É uma grande experiência que eu estou vivendo hoje em dia, estar constantemente participando da nossa comunidade espanhola’.

O tradutor José Carlos Hernandez nasceu na Espanha e veio para Minas Gerais com sete anos de idade. Aos 72, acredita que já é tão brasileiro quanto espanhol e por isso, se a seleção espanhola vencer, ele vai comemorar tanto quanto um título do Brasil.

‘É porque eu sou, na verdade, espanhol e brasileiro. Eu tenho 72 anos e moro aqui no Brasil desde 1970. Eu já vivei brasileiro também, sim, a gente torce, e eu dou graças a Deus porque eu tenho dois filmes para torcer, duas oportunidades. É um privilégio. Meus filhos, meus netos são todos também de dupla nacionalidade, então eles também torcem pelo Brasil, torcem pela Espanha. Eu tenho também um primo na Argentina, que a gente gosta muito. A gente fala, olha, se venço melhor, se a Argentina ganhar também, dão os parabéns para ele. É assim, tem que ser assim’.



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