Quadrilha cava túnel para furtar combustível de oleoduto da Petrobras e é presa no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu em flagrante três homens suspeitos de desviarem combustíveis de um oleoduto da Petrobras, que sai de Paulínia/SP, passando pelo triângulo mineiro e Goiás, até o Distrito Federal.
De acordo com as investigações, há três meses o trio alugou uma loja às margens da DF 180, em Ceilância (região administrativa do DF) com o objetivo de facilitar o crime. A partir deste imóvel, os homens cavaram um túnel de cerca de 2,5 m de profundidade, 1 m de largura e 5 m de comprimento até o oleoduto.
Eles, então, perfuraram a tubulação e instalaram uma mangueira de alta pressão, que levava gasolina e óleo diesel diretamente para o interior da loja. Em cinco dias, eles conseguiram furtar quase 100 mil litros de combustível.
No local da escavação, os policiais encontraram ligações de energia, bombeamento, cordas, além de ventiladores. De acordo com os investigadores, toda a operação poderia gerar um grande perigo de vida para a população vizinha, por causa do risco real de explosão, que poderia atingir um raio de cerca de 3km. Além disso, houve risco de dano ambiental.
Quadrilha é presa suspeita de furto de combustível no DF (Vídeo: Divulgação/PCDF)
Segundo o delegado do caso, Fernando Fernandes, há suspeita de ligação com o crime organizado. Agora, a polícia quer saber quem comprou o produto do furto. “Um deles já tem passagem pelo mesmo crime ocorrido há dois anos aqui no DF. A suspeita também de relação com o crime organizado. Segundo o levantamento preliminar, só nesta semana teriam sido subtraídos cerca de 90 a 100 milhas de combustíveis. As investigações agora seguem no sentido de identificar os receptadores de combustíveis subtraídos, bem como outras pessoas envolvidas nesses crimes“, informou.
Em nota, a Transpetro informou que acompanha o caso junto às autoridades e que a ocorrência não deve afetar o abastecimento de combustíveis na região. A empresa afirmou ainda que adotou os protocolos de segurança previstos para preservar pessoas e o meio ambiente e destacou que mantém monitoramento permanente da malha de dutos.
O grupo criminoso foi autuado pelos crimes de furto qualificado com destruição ou rompimento de obstáculo mediante o concurso de pessoas, associação criminosa, crime ambiental e crime contra a incolumidade pública – com penas que, somadas, podem ultrapassar 20 anos de prisão.



