Flávio Bolsonaro busca apoio político nos EUA em meio a questionamentos sobre finanças de Eduardo

O pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro intensificou nesta quarta-feira (27) a ofensiva política nos Estados Unidos ao se reunir com secretário de Estado do país, Marco Rubio. Além disso, esteve com integrantes do Departamento de Estado americano como o vice-secretário americano Christopher Landau.
No encontro com Rubio, o secretario perguntou sobre a segurança e a liberdade de imprensa no Brasil. Flávio reforçou ainda o apoio à proposta que prevê classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
Senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — Foto: Reprodução
A reunião aconteceu um dia após Flávio se encontrar com Trump na Casa Branca. De acordo com relato do próprio senador a aliados, o presidente americano comentou que havia recebido recentemente o presidente Lula e o descreveu como “dinâmico”. No entanto, à jornalistas, Flávio minimizou a menção ao petista.
“Na verdade, eu quis separar quem é Flávio de quem é Lula, só isso, nesse contexto, mostrando que eu sou completamente diferente dele”, disse.
A agenda nos Estados Unidos é tratada por aliados do PL como estratégia para aproximar a imagem de Flávio ao republicano e fortalecer sua pré-candidatura ao Planalto. Enquanto petistas acreditam se tratar de uma cortina de fumaça para encobrir a polêmica em torno das ligações de Flávio com Daniel Vorcaro.
Mansão de Eduardo Bolsonaro nos EUA
Também nesta quarta, uma reportagem do Intercept Brasil revelou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro vive em uma mansão no Texas, avaliada em cerca de R$ 6 milhões. O imóvel, que possui quatro quartos, piscina e acesso a clube privado, chegou a ser anunciado para aluguel por cerca de R$ 30 mil mensais.
A publicação levanta questionamentos sobre a fonte de renda de Eduardo no Estados Unidos, já que ele mesmo já afirmou enfrentar dificuldades financeiras. Questionado sobre o aluguel, o ex-deputado, o ex-deputado disse que o valor não é pago com dinheiro público.
“Desde março não recebo dinheiro público, sou uma pessoa igualzinha a vocês”, afirmou Eduardo.
A reportagem do Intercept também diz que a Polícia Federal apura suspeitas de que Eduardo possa estar sendo financiado com recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a publicação, Eduardo declarou em live que se mantém nos Estados Unidos com renda passiva e os R$ 2 milhões enviados por Bolsonaro após uma vaquinha feita em 2025.



