Governo de São Paulo discute força-tarefa para fiscalizar saltos de pontes no estado

Representantes do Governo de São Paulo e do Ministério Público se reúnem na tarde de quinta-feira (18) para discutir estratégias de fiscalização em pontes onde são realizadas práticas de rope jump e outros esportes radicais no estado. Participam do encontro integrantes da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.
A ideia é criar uma força-tarefa voltada à fiscalização desses locais e definir formas de atuação conjunta entre diferentes órgãos públicos. Segundo interlocutores envolvidos nas discussões, o entendimento é de que o problema não deve ser tratado apenas como uma atribuição estadual, municipal ou federal, mas como uma questão que exige atuação coordenada entre todas as esferas.
A mobilização ganhou força após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira, no interior paulista. A jovem morreu no último sábado (13) após ser lançada de uma ponte de aproximadamente 40 metros de altura sem equipamentos de segurança adequados durante a prática do esporte radical.
A avaliação do governo paulista é de que a fiscalização precisa ser ampliada em todo o estado, incluindo a capital. Em São Paulo, por exemplo, a prática é frequente no Viaduto Sumaré, na Avenida Doutor Arnaldo. Em sites especializados em turismo de aventura, é possível encontrar pacotes para o salto a partir de R$ 99, com anúncios informando que não é necessária experiência prévia para participar da atividade.
A expectativa é de que a reunião produza uma estratégia comum para orientar ações de fiscalização, responsabilização de organizadores e definição de protocolos de segurança para atividades do tipo.



