Guilherme Arantes celebra 50 anos de carreira com novo disco e turnê: 'Componho para a posteridade'

Prestes a completar meio século de carreira, Guilherme Arantes olha para a própria obra como quem organiza uma coleção. “Eu coleciono músicas belas”, resume o cantor e compositor em entrevista ao Fim de Expediente.
Após lançar o disco “Interdimensional” em janeiro, ele estreia a turnê “50 Anos-Luz” em março, em São Paulo. No repertório do novo show, ele admite que também estarão as “peças de resistência”. “É a pizza de mussarela, de calabresa, a marguerita, a portuguesa. A gente tem que servir”, brinca, citando sucessos como ‘Amanhã’, ‘Planeta Água’ e ‘Meu Mundo e Nada Mais’.
“Eu acho que, hoje, eu já estou compondo um pouco para a posteridade”, reflete sobre o novo álbum.
Mesmo após cinco décadas, Arantes afirma viver um momento de transformação criativa. Ele diz não buscar mais o alcance universal de outros tempos. “Eu não pretendo mais ser um crossover de agradar todo mundo — o que consegui muitas vezes (…). A minha bolha é do romantismo, mas não é o romantismo brega. Eu me especializei em falar reflexivamente sobre o amor de uma forma elevada. Não só o amor chegando ou o amor indo embora, mas o cotidiano do relacionamento, o aprofundamento das relações”, explica.
“Eu sou um amador da música, na verdade. Eu encaro como um hobby. Patrimônio é imaterial. Patrimônio é uma obra de arte. Então, é brincar de viver. Eu brinco de viver”, declara.
Além da turnê, o cantor fará uma participação especial no Rock in Rio, a convite do grupo Roupa Nova. “Isso vai ser uma coisa muito legal da gente comemorar juntos”, diz.








