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Irã se prepara para conflito prolongado com Israel e ataques contra bases dos EUA, afirma agência

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junho 8, 2026
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Irã se prepara para conflito prolongado com Israel e ataques contra bases dos EUA, afirma agência


O Irã está preparado para um conflito prolongado com Israel e para ataques contra interesses dos EUA, com todos os preparativos necessários já em andamento, informou nesta segunda-feira (8) a agência de notícias Tasnim, afiliada à Guarda Revolucionária, citando uma fonte militar não identificada.

A fonte afirmou que qualquer crença por parte de Israel ou dos Estados Unidos de que a resposta do Irã pudesse ser contida por meio de uma estratégia de ‘escalada controlada’ era um erro de cálculo.

Ainda acrescentou que Teerã aumentaria o nível de confronto e punição até que Israel ‘se arrependesse de continuar com seus crimes’.

O oficial militar também afirmou que Washington não poderia se distanciar das ações de Israel e arcaria com os custos de seu apoio, rejeitando qualquer representação de frentes separadas entre EUA e Israel como ‘propaganda e engano’.

Em meio a isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta segunda-feira (8) na sua rede social Truth Social que ‘Israel e Irã devem cessar imediatamente os disparos’ em uma referência a retomada dos ataques pelos países.

É o primeiro pronunciamento de Trump após, em uma entrevista ao jornal Financial Times, dizer que o ‘primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não terá outra escolha senão aceitar um acordo com o Irã’.

‘Eu dito tudo. Netanyahu não dita nada’, completou, antes dos ataques israelenses.

Homens ao lado de bomba lançada pelo Irã que caiu em território israelense. — Foto: AHMAD GHARABLI / AFP

Anteriormente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que os Estados Unidos são diretamente responsáveis ​​por qualquer violação do acordo de cessar-fogo de 8 de abril.

Ele argumentou que as ações israelenses não podem ser dissociadas da política americana.

‘Ninguém acredita que o regime sionista esteja agindo sem coordenação com os Estados Unidos’, declarou Baghaei durante uma coletiva de imprensa, acrescentando que o Comando Central dos EUA apoia Israel tanto em operações ofensivas quanto defensivas e que Washington seria responsável pelas consequências de qualquer escalada na região.

Israel e Irã voltaram a realizar ataques mútuos, após dois meses de vigência de um frágil cessar-fogo. Nesta madrugada, o Irã lançou a segunda onda de mísseis contra Israel, provocando o acionamento de sirenes em todo o país.

O novo ataque foi uma resposta a um bombardeio das Forças Armadas de Israel contra alvos militares no Oeste e no Centro do Irã.

O ataque aéreo foi uma retaliação direta a uma onda de mísseis balísticos disparados pelo governo iraniano contra o território israelense horas antes. Além de Teerã, explosões foram registradas em pelo menos outras três cidades do país.

Israel realizou ataque ignorando apelo de Trump

Bombardeio de Israel no Líbano — Foto: Foto por KAWNAT HAJU / AFP

O governo de Israel realizou o contra-ataque militar ignorando um apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano conversou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tentar impedir o revide e preservar as negociações de paz em andamento.

A ofensiva de mísseis do Irã ocorreu após as forças de Tel Aviv romperem a trégua com o Líbano e realizarem bombardeios aéreos contra a capital Beirute. Pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas.

O governo iraniano justificou a retaliação afirmando que a ação de Israel ultrapassou os limites acordados internacionalmente.

As autoridades do Irã e do Iraque determinaram o fechamento imediato de seus espaços aéreos e suspenderam todas as rotas de aviação civil por setenta e duas horas.

O comando militar da Guarda Revolucionária iraniana também declarou que dezenove bases americanas no Oriente Médio voltaram a ser alvos militares.

Por causa da quebra do cessar-fogo, o preço do petróleo voltou a subir nas últimas horas. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu quase 5% e está sendo negociado perto dos 100 dólares.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos — Foto: Divulgação/Casa Branca



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