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Juiz que foi flagrado bebendo garrafa de vinho durante sessão virtual é afastado

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agosto 11, 2026
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Juiz que foi flagrado bebendo garrafa de vinho durante sessão virtual é afastado


Conforme o corregedor, também já foi instaurada uma sindicância para apurar os fatos. Além disso, os processos judiciais que estavam sob a relatoria do juiz de segundo grau serão redistribuídos por conta do seu afastamento. Ainda, será convocado um magistrado de primeiro grau para substituí-lo.

O caso ganhou repercussão após viralizar o vídeo em que o juiz Milton Salles aparece bebendo vinho diretamente da garrafa durante uma sessão virtual. Nas imagens, ele ainda tenta acender um cigarro com um maçarico. Por conta do fato, a sessão de julgamento precisou ser suspensa.

A postura do juiz foi duramente criticada pela Ordem dos Advogados de Minas Gerais, que chegou a pedir o afastamento dele. O presidente da OAB Minas, Gustavo Chalfun, afirmou que esse tipo de conduta prejudica a imagem do judiciário.

“A lei orgânica da magistratura prevê uma série de atos a serem exercidos pelo magistrado quando do exercício da sua função tão nobre de julgar o seu semelhante. E a ofensa a esses atos pode gerar suspensão cautelar, que era um dos pedidos que a Ordem dos Advogados do Brasil realizou à Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. E, evidentemente, com uma postura daquela, enfraquece o sistema de justiça e nós de toda de toda forma, advogados, magistrados, membros do Ministério Público, devemos preservar o sistema de justiça e demonstrar que a justiça é séria e a justiça precisa julgar o seu semelhante. E para julgar o seu semelhante, nós temos que ter o mínimo de sobriedade”, declarou.

A CBN procurou o gabinete do juiz Milton Salles e aguarda um posicionamento sobre o caso. Em um vídeo enviado aos colegas após a audiência, o magistrado diz “ser alvo de difamação”, mas não negou o consumo de álcool durante o julgamento.

Magistrado tem medida protetiva contra ele por violência doméstica

A reportagem também apurou com a Polícia Civil que o mesmo magistrado já tem uma medida protetiva contra ele por violência doméstica. Segundo a instituição, a vítima – que não teve a identidade divulgada – compareceu à Casa da Mulher Mineira, em abril deste ano, informando os fatos e manifestando o interesse da medida. Mas, por se tratar de um membro da magistratura, as investigações dependem do aval do Superior Tribunal de Justiça.

A CBN procurou o STJ e o Conselho Nacional de Justiça e aguarda um posicionamento sobre o caso.



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