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Novos estudos da Linha 3 do metrô preveem 50 km de extensão e 29 estações entre Rio, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí

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junho 1, 2026
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Novos estudos da Linha 3 do metrô preveem 50 km de extensão e 29 estações entre Rio, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí


Os novos estudos da Linha 3 do Metrô, desenvolvidos pela COPPE/UFRJ dentro do projeto PRISMA, preveem uma ligação ferroviária de alta capacidade entre o Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. O traçado preliminar apresentado pelos pesquisadores contempla 50 quilômetros de extensão, 29 estações, velocidade máxima de 80 km/h e intervalos mínimos de 90 segundos entre os trens.

Pelo traçado estudado, a linha partiria da estação Carioca, no Centro do Rio, seguindo para o Aeroporto Santos Dumont. A travessia da Baía de Guanabara levaria o metrô até Niterói, com estações na UFF, Praça do Rink, Icaraí, Santa Rosa, Noronha Torrezão e Alameda Boaventura. Em seguida, o sistema avançaria por São Gonçalo, passando por Colégio Pedro II, Barreto, Neves, Village, Paraíso I, UERJ, Zé Garoto, Prefeitura de São Gonçalo, Antonina, Alcântara, Vila Três, HCCOR, Vista Alegre, Marambaia, Apolo e Manilha. Já em Itaboraí, o traçado incluiria as estações Itaboraí Plaza, BR-101, Arena Rua 100, Centro de Itaboraí e Venda das Pedras.

O estudo também aponta ganhos expressivos no tempo de viagem. Um dos exemplos apresentados indica que o percurso entre Icaraí e o Aeroporto Santos Dumont poderia cair de 75 para apenas 11 minutos, comparando carro e metrô.

Segundo a apresentação da COPPE/UFRJ, a Linha 3 busca atender uma região com cerca de 1,7 milhão de habitantes, marcada pela forte dependência do transporte por ônibus e pelos longos tempos de deslocamento.

Projeto discutido há quase 60 anos

A Linha 3 do Metrô é uma das obras de mobilidade mais antigas e aguardadas do estado. A proposta surgiu em 1968, com a ideia de criar uma ligação metroviária entre Rio e Niterói por meio de um túnel sob a Baía de Guanabara, reduzindo a dependência da Ponte Rio-Niterói.

Desde então, pelo menos oito estudos de traçado foram elaborados, nos anos de 1968, 1976, 1979, 2003, 2010, 2014 e 2017, além do atual levantamento conduzido pela COPPE/UFRJ. Apesar das sucessivas promessas de governos estaduais e federais ao longo das décadas, a obra nunca saiu do papel.

estudo atual ainda está em desenvolvimento. Os pesquisadores trabalham nas etapas de projeção de demanda, estimativa de custos, avaliação econômico-financeira e modelagem da futura licitação, que poderá definir a viabilidade da implantação do projeto.



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