Número de mortos após terremotos na Venezuela se aproxima de 600, informa presidente

O número de mortos no duplo terremoto na Venezuela subiu para 589, informou a presidente interina do país, Delcy Rodríguez. Esse número representa um aumento significativo em relação às 235 mortes confirmadas anteriormente.
Delcy afirmou que outras 2.980 pessoas ficaram feridas nos terremotos que atingiram o país na noite de quarta-feira.
Vamos resgatar as pessoas que estão presas. Estamos trabalhando incansavelmente nessa tarefa’, declarou.
A Organização Internacional para as Migrações afirmou que até 6,76 milhões de pessoas na Venezuela podem ter sido afetadas pelos dois terremotos, incluindo aproximadamente 2 milhões somente em Caracas.
Loyce Pace, diretora regional para as Américas da Cruz Vermelha Internacional, disse que ‘as pessoas ainda estão apavoradas com a ideia de voltar para suas antigas casas’.
Mais de 50 mil pessoas continuam desaparecidas após os terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24), segundo um site dedicado a pessoas desaparecidas. A contabilização não é oficial do governo, apenas permite que pessoas indiquem algum familiar ou ente querido que está desaparecido.
O site permite que as pessoas compartilhem detalhes e a última localização da pessoa, na esperança de ajudar nos esforços de busca e resgate em todo o país.
Os dados são de mais 7 mil pessoas localizadas pelo site. No entanto, outras mais de 50 mil seguem registradas como desaparecidas.
Terremoto na Venezuela — Foto: Arquivo pessoal/Matheus Nucci Mascarenhas
O Brasil vai enviar nesta sexta-feira (26) à Venezuela uma missão humanitária de busca e salvamento urbano para auxiliar nos trabalhos de resgate das vítimas do duplo terremoto. Um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira vai decolar às 10 da manhã do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com 36 bombeiros de três Estados, além de técnicos federais.
A aeronave militar brasileira também levará nove toneladas de insumos, que incluem ferramentas de corte e equipamentos especializados para a localização de sobreviventes em estruturas colapsadas.
Nesse sábado (27), um segundo voo da FAB transportará estruturas para a montagem de um hospital de campanha, medicamentos de uso cirúrgico e cem purificadores de água movidos a energia solar.
A região mais afetada é o estado de La Guaira, ao norte de Caracas, que foi classificado pelo governo como “zona de desastre”.
Hospitais ficaram lotados, milhares de pessoas passaram a noite fora de casa e moradores relatam falta de máquinas pesadas para retirar vítimas dos escombros.
Equipes de resgate internacionais começaram a chegar à Venezuela, enquanto governos e organizações anunciaram o envio de ajuda humanitária.
O Itamaraty informou que as vítimas brasileiras são uma mulher e um homem, que não eram da mesma família, e morreram em desabamentos distintos na região de Caracas.
O presidente Lula disse que conversou por telefone com a líder da Venezuela Delcy Rodrogues para discutir a melhor forma de prestar apoio.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a criação de um fundo especial de R$ 1 bilhão para financiar a reconstrução integral das áreas devastadas pelos terremotos.
Segundo o comunicado oficial, o montante é proveniente de linhas emergenciais do FMI e servirá para reestruturar moradias, hospitais e serviços públicos destruídos.
O governo dos Estados Unidos confirmou o fornecimento de 150 milhões de dólares em ajuda humanitária ao país sul-americano.
Por ordem direta da Casa Branca e sob a coordenação do Departamento de Estado, uma equipe norte-americana composta por 80 socorristas especializados e cães farejadores foi enviada de forma imediata para reforçar os trabalhos nas frentes de desabamento.
A ONU e a comunidade internacional também estão se mobilizando. México, Espanha, Reino Unido, Turquia e China estão entre os países que ofereceram ajuda.
Destruição após terremoto na Venezuela. — Foto: Federico PARRA / AFP



