Nunes Marques defende sistema eleitoral brasileiro em reunião com representantes de embaixadas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, defendeu o sistema eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas durante uma reunião com cerca de cem representantes de embaixadas no Brasil.
Nunes Marques afirmou que as urnas são seguras e que o processo eleitoral brasileiro é transparente. Ele também disse que organismos internacionais poderão enviar representantes para acompanhar as eleições deste ano.
Durante a reunião, o presidente do TSE também falou sobre os desafios envolvendo inteligência artificial e as plataformas digitais nas eleições. Nunes ressaltou que o tribunal determinou que as plataformas apresentem planos com medidas para proteger a integridade das eleições.
O ministro também disse que as plataformas se comprometeram a enviar representantes ao TSE durante os fins de semana do primeiro e do segundo turnos. A ideia é criar uma sala de situação para acompanhar as redes sociais e tentar impedir a divulgação de conteúdos que possam interferir na vontade do eleitor.
“No campo normativo, propus ao Tribunal que acrescentasse, na resolução que regula a propaganda eleitoral, o Artigo 125-B, o qual determina que as plataformas digitais apresentassem, até o dia 16 de agosto (domingo) planos de conformidade para as eleições, nos quais deveriam detalhar as medidas destinadas a prevenir e mitigar riscos à integridade do processo eleitoral, como a remoção de conteúdos, a suspensão de perfis, o fornecimento de dados e a interrupção de propaganda irregular”, disse.
Segundo o TSE, um representante da diplomacia dos Estados Unidos participou da reunião.
Nunes também destacou as medidas adotadas pelo tribunal para combater o uso indevido da inteligência artificial nas eleições. Entre elas está a criação de uma comissão permanente e de um plano de ação voltado ao uso da IA e à proteção da integridade das informações.
O tema deve voltar a ser discutido pelo TSE nos próximos dias, quando a Corte deverá analisar o caso de um vídeo produzido com inteligência artificial em que o ex-presidente Jair Bolsonaro aparece declarando apoio à candidatura do filho, Flávio Bolsonaro.
O vídeo foi exibido durante a convenção do PL que oficializou Flávio como candidato à Presidência da República. Esse julgamento pode fixar as regras sobre o uso de deepfakes nas eleições.
Ao final da reunião, Nunes afirmou que a Justiça Eleitoral está aberta à participação de missões internacionais de observação durante as eleições de 2026.



