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Plano de reestruturação dos Correios é suspenso em julho após ameaça de greve dos funcionários

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julho 9, 2026
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Plano de reestruturação dos Correios é suspenso em julho após ameaça de greve dos funcionários


O plano de reestruturação dos Correios foi parcialmente suspenso neste mês. As medidas haviam sido anunciadas no ano passado como contrapartida ao aval do Tesouro Nacional para um empréstimo de R$ 12 bilhões, destinado a enfrentar a crise financeira da estatal. A decisão foi tomada após a ameaça de greve dos funcionários e suspende, até 31 de julho, o fechamento de agências, o fim da gratificação de R$ 500 paga a empregados que atuam no atendimento ao público e a implantação de um sistema para mapear os recursos necessários às operações de entrega.

Também será criada uma mesa de negociação com representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares, a Fentect, e do Governo Federal para discutir todos os pontos da reestruturação.

A suspensão ocorre em meio ao esforço da empresa para reverter sucessivos resultados negativos. Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões e a expectativa é de que o déficit seja ainda maior neste ano.

A proposta de interromper temporariamente as medidas foi apresentada aos sindicatos como resposta ao movimento grevista. Contrários ao plano de reestruturação, os trabalhadores haviam anunciado o início de uma paralisação nesta terça-feira. Segundo a Fentect, diante da possibilidade de greve, representantes do Governo Federal procuraram a entidade para uma mediação conduzida pela Secretaria-Geral da Presidência, com a participação de outros ministérios.

De acordo com o secretário-geral da Fentect, Emerson Marinho, apesar do recuo da direção dos Correios e o avanço da negociação, o estado de greve permanece caso os termos do acordo não sejam cumpridos.

“A federação atuou a garantia do serviço de correios e a garantia da universalização e garantir também o direito dos trabalhadores que estavam sendo afetados diretamente sem diálogo por parte da direção da empresa a nós trabalhadores e que a nossa federação continuará alerta vigilante caso tenha qualquer medida que ataque tanto o papel dos correios junto à população quanto os direitos trabalhadores nós estamos prontos a qualquer momento para ativar o calendário e fazer uma grande greve nacional em defesa do papel dos correios”.

Caso o impasse não seja resolvido até o dia 31 de julho, o processo de negociação poderá ser prorrogado, a depender do desenrolar das conversas entre a federação e a empresa. A direção dos Correios foi procurada pela reportagem CBN, mas ainda não se manifestou.



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