PSD do Rio não se empolga com candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência

A decisão do PSD de lançar o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República não empolgou a maior parte do partido no Rio, onde o comando é do ex-prefeito Eduardo Paes, aliado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A leitura feita à coluna é de que nomes cogitados pela legenda e que acabaram preteridos por Caiado, como Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Ratinho Jr, governador do Paraná, trariam mais impacto para a campanha no Rio.
Lula e Paes já haviam conversado sobre a possibilidade de o ex-prefeito e pré-candidato ao governo ter que se dividir em dois palanques presidenciais. Paes estará com Lula, são aliados – cravam seus aliados ouvidos pela coluna – mas a participação do ex-prefeito na campanha de Ronaldo Caiado ainda será discutida com Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda.
Para políticos do PSD que serão candidatos a deputado, a leitura é de que um ‘santinho’ com a foto deles com Caiado fará menos sentido para o eleitor que a imagem ao lado de Eduardo Leite, por exemplo. Na leitura deles, Caiado, mais ligado à direita, confundiria parte do eleitorado de Paes. O ex-prefeito não se manifestou sobre a decisão da legenda de lançar candidato à Presidência.
Vitor Júnior aparece como opção para disputar o comando da Alerj com o PL
O deputado estadual Vitor Júnior (PDT) desponta nos bastidores como um possível nome para enfrentar o PL, do ex-governador Cláudio Castro, na disputa pelo comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na semana passada, o deputado Douglas Ruas foi eleito com 45 votos de 69 possíveis em eleição anulada pelo Tribunal de Justiça do Rio.
O pleito só deve ocorrer após o dia 14 de abril, quando o Rio de Janeiro já saberá se a eleição para escolher um novo governador para o estado será direta ou indireta – julgamento no STF decide sobre o assunto no dia 08.
Até lá, Júnior, cuja base eleitoral é de Niterói, tenta se viabilizar como candidato do grupo do ex-prefeito Eduardo Paes e da esquerda na Alerj, atraindo partidos como Psol e PT. Mesmo assim, o cenário ainda é considerado difícil para reverter os votos que a direita possui para a eleição da presidência da Casa.








