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Sistema de saúde da Venezuela está 'completamente colapsado', diz Médicos Sem Fronteiras

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junho 28, 2026
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Sistema de saúde da Venezuela está 'completamente colapsado', diz Médicos Sem Fronteiras


O coordenador de operações do Médicos Sem Fronteiras (MSF) para América Latina e Caribe, Fabio Biolchini, afirmou que o número de vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela ainda deve crescer. Em entrevista ao Jornal da CBN, ele destacou que milhares de pessoas seguem desaparecidas e que as equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para acessar áreas destruídas.

Segundo Biolchini, o principal desafio é a dimensão da tragédia. Além do grande número de edifícios destruídos, diversas regiões permanecem isoladas devido aos danos causados pelos tremores. Ele explicou que a logística tem dificultado o trabalho das equipes de resgate:

“Existem tantos prédios colapsados, tantos bairros que estão inacessíveis, que para você chegar num local onde antes demorava 30 minutos, hoje demora 4 ou 5 horas”, relatou.

Hospitais estão sobrecarregados

O coordenador afirmou que a crise econômica enfrentada pela Venezuela antes dos terremotos agravou ainda mais a situação do sistema de saúde. Agora, segundo ele, muitos hospitais foram danificados ou deixaram de funcionar por risco estrutural.

“Realmente é um sistema de saúde completamente colapsado e sobrecarregado.”

Nas primeiras horas após o desastre, o Médicos Sem Fronteiras distribuiu kits de trauma para hospitais de Caracas e de La Guaira, uma das cidades mais atingidas. Segundo Biolchini, a principal necessidade encontrada foi a falta de medicamentos e materiais para cirurgias de emergência.

Além do atendimento às vítimas feridas, o coordenador ressaltou que a assistência psicológica será fundamental nas próximas semanas. Ele explicou que as equipes também prestam apoio aos profissionais envolvidos nas operações de resgate.

Biolchini alertou que o colapso da infraestrutura pode favorecer o surgimento de novas doenças nos próximos dias. “Quando o sistema colapsa, você também tem problemas, às vezes, na rede de esgoto que é cortada, falta de água, pessoas que estão vivendo juntas em abrigos”, disse.

Segundo ele, a interrupção de tratamentos médicos e da vacinação também aumenta o risco de epidemias: “Isso proporciona ali um terreno fértil para novas doenças aparecerem, e possíveis epidemias, inclusive”.



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