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Tarifa de Trump pressiona indústria e pode reduzir competitividade brasileira

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julho 16, 2026
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Tarifa de Trump pressiona indústria e pode reduzir competitividade brasileira


Etanol, máquinas agrícolas, roupas, calçados e papel vão pagar uma tarifa adicional de 25% para entrar nos Estados Unidos a partir do dia 22 de julho. A sobretaxa será somada às tarifas que já existem e atinge também máquinas elétricas, ferramentas de jardinagem, equipamentos de mineração e outros produtos industrializados.

Ao mesmo tempo, o governo Donald Trump preservou mercadorias brasileiras importantes para o próprio mercado americano, como carne bovina, café, petróleo, suco de laranja, minério de ferro, e aeronaves civis.

O próprio governo americano reconheceu que taxar esses itens poderia provocar falta de oferta, elevar preços ou causar impactos mais amplos na economia dos Estados Unidos. Na prática, Washington concentrou a cobrança nos produtos em que avaliou haver menor risco de prejuízo interno, apesar de apresentar a medida como resposta a práticas brasileiras consideradas desleais.

A investigação cita o PIX como um serviço que ataca os cartões de crédito americanos, também critica o acesso ao mercado de etanol, a autoritária regulação de plataformas digitais, e a falta do combate à corrupção e ao desmatamento ilegal.

Empresas e entidades brasileiras pediram isenções, mas parte dos pedidos foi rejeitada. A indústria prevê perda de competitividade, redução das margens de lucro e renegociação de contratos.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria, as exportações brasileiras aos Estados Unidos caíram 13% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. A perda chega a US$ 2,6 bilhões. Vinte dos 27 estados venderam menos ao mercado americano.

Mercadorias que já estiverem em trânsito antes do início da cobrança poderão escapar da sobretaxa, desde que entrem nos Estados Unidos até 29 de julho.



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