Prefeito do Rio critica ação do MPF para suspender Operação Tolerância Zero

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, criticou o Ministério Público Federal após o órgão entrar com uma ação para suspender a Operação Tolerância Zero, de combate ao comércio irregular na orla da Zona Sul.
Nas redes sociais, Cavaliere acusou o procurador Júlio Araújo de extrapolar as competências do MPF e disse esperar que a Justiça mantenha a operação. O procurador respondeu que a ação não é contra a fiscalização, mas pede a participação da União, responsável pela gestão das praias, e diálogo com os ambulantes que atuam de forma regular.
Neste primeiro sábado (18) de fiscalização, a CBN encontrou poucos ambulantes trabalhando e acompanhou apreensões de mercadorias.
O Bernard Souza acredita que a fiscalização pode melhorar a circulação de pedestres.
“É claro que o calçadão vai ficar muito mais livre para circular. Em alguns pontos, a gente nem conseguia espaço para andar e precisava desviar pela ciclovia. Por outro lado, quando anoitece, provavelmente o calçadão vai ficar um pouco mais vazio. Então, tem seu lado bom e seu lado ruim.”
A ação do MPF foi apresentada após protestos de ambulantes. O órgão defende que prefeitura e União elaborem um plano conjunto pra ordenar o comércio na orla, combater o crime organizado e garantir os direitos dos trabalhadores.
A Mayara Ribeiro avalia que a operação pode ajudar a organizar a praia, mas afirma que também é preciso pensar em quem depende desse trabalho.
“Como moradora, principalmente à noite, acho que foi uma medida boa e que faz sentido. Mas ela está sendo aplicada sem a devida ponderação. A Prefeitura precisa buscar uma solução para quem depende desse trabalho para sustentar a família. A medida melhora a circulação das pessoas, mas não pode considerar só esse lado.”
A operação começou na quinta-feira, prevendo fiscalização permanente no Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. Até o início da tarde deste sábado, 166 ambulantes haviam sido abordados. Foram apreendidos seis triciclos, 19 carrocinhas, três veículos usados como depósitos irregulares, além de 178 bebidas e 198 alimentos sem comprovação de procedência ou nota fiscal.



