Durigan sinaliza ao mercado que corte e limite de gastos serão prioridade em eventual novo mandato de Lula

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem sinalizado ao mercado financeiro que, em um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a política econômica deverá priorizar o corte de gastos e a adoção de limites mais rígidos para as despesas públicas. A informação foi confirmada pela CBN com fontes
Nos últimos dias, o ministro tem se reunido com representantes do mercado para reduzir a resistência à proposta. Entre as medidas em avaliação está a redução do ritmo de crescimento do atual teto de gastos.
Hoje, as despesas do governo podem crescer até 2,5% acima da inflação. A ideia é diminuir esse limite para uma faixa entre 1,5% e 2%.
O objetivo é restringir o crescimento dos reajustes do salário mínimo, que serve de referência para os pagamentos da Previdência Social e de benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Com isso, o governo pretende conter o avanço da dívida pública, que atualmente supera 81% do Produto Interno Bruto (PIB), além de abrir espaço no orçamento para novos investimentos.
Nesta quinta-feira, Durigan também tem reuniões com representantes do setor produtivo, aos quais pretende apresentar essas propostas. As propostas mais concretas, no entanto, só devem ser apresentadas após as eleições.



